| As transformações
do mundo contemporâneo, da política à segurança
pública, estão obrigando os órgãos governamentais
e as organizações a
repensarem a maneira de tratar seus subordinados. A chegada do novo
milênio
demanda maior atenção em habilidades nos recursos internos
de cada ser humano.
No último dia 12 de junho, após acompanhar ao vivo pela
televisão a tentativa mal sucedida da polícia carioca
para salvar uma pobre refém das
mãos de um assaltante, o País inteiro ficou perplexo
com tanta falta de habilidade e incapacidade de homens que deveriam
ser nossos guardiões.
O que também me chamou a atenção, no entanto,
foram os fatos que contextualizaram o
crime - tanto antes quanto após o ocorrido - e sobre os quais
aqui reflito. Atentando aos pronunciamentos dos políticos,
comunicólogos,
comentaristas, e especialistas ligados à segurança pública,
já se poderia esperar críticas
veementes ao comportamento dos policiais envolvidos naquele sequestro.
No entanto o que me chamou a atenção é que todos
eles foram
praticamente unânimes quanto à falta de alguns fatores
que proporcionaram de maneira trágica e deprimente o desfecho
do episódio, com as cenas levadas ao ar em todo o mundo.
O ocorrido foi o disparo do gatilho que faltava para que os detentores
do poder público
começassem a montagem de um plano de segurança nacional.
É de conhecimento geral que a violência está fortemente
atrelada aos problemas sociais, contudo o próprio presidente
da República e outras autoridades ressaltam que os policiais
não necessitam apenas de boas |
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viaturas e armas, mas
sim de um plano de treinamento que lhes tornem emocionalmente mais
competentes.
Fica confortável comentar fatos e criticá-los depois
que ocorreram, pois não estamos associados ao contexto, entretanto,
desconheço o verdadeiro treinamento a que
esses profissionais são submetidos.
Nossa sociedade, diante das grandes e aceleradas mudanças
no conceito de evolução e desenvolvimento humano, exige
e privilegia pessoas com comportamentos eficazes e espírito
de liderança.
Por isso temos enfocado em reuniões e treinamentos empresariais
sobre a importância das instituições e organizações
investirem mais no capital intelectual, ou seja, nos recursos éticos,
emocionais e tecnológicos do ser humano.
Partindo-se do princípio que o
comportamento que um indivíduo oferece é o melhor que
possuí numa determinada situação, o que estamos
utilizando, através de treinamentos em grupos, é um
conjunto de técnicas pragmáticas capazes de ajudá-lo
a criar respostas comportamentais mais adequadas preservando suas
experiências internas, desenvolvendo flexibilidade comportamentais
para que amplie seus arsenais de opções e, consequentemente,
obtenha mais habilidade de extrair o máximo de seus próprios
recursos internos. Na verdade
uma tecnologia moderna, concentrada nos recursos internos já
existentes e no "como" fazer.
Este conjunto de técnicas e
estratégias, que pesquisamos e orientamos organizações
ou
instituições, foi desenvolvida em Santa Cruz, na Califórnia
(EUA), por dois norte-americanos, e denominada de |
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Programação
Neurolinguística (PNL) - nada mais que uma ciência descoberta
na década de setenta, através da modelagem dos indivíduos
que atingem a excelência em diversos segmentos relacionados
na área da comunicação e do comportamento, sendo
aplicados eficientemente em
qualquer interação humana.
É de conhecimento que a Federal Bureau of Investigation (FBI)
e a Central Intellignecie Agency (CIA) já se privilegiaram
dos benefícios
destas ferramentas, inclusive em situações de sequestro,
usando a PNL aplicada à "negociação",
que é um processo para estabelecimento de acordo numa situação
em que estão envolvidas duas ou mais pessoas, com o objetivo
de solucionar um impasse, podendo ocorrer em qualquer tipo de relacionamento.
É fato que numa negociação eficiente, o controle
emocional é imprescindível, pois é a base do
desenvolvimento das emoções e dos sentimentos, influenciando
diretamente na
qualidade das ações.
Realistas e sabedores dos problemas sociais que ora
enfrentamos, somos partidários da visão e do princípio
que chegou o de desvendar e atentar aos doces mistérios que
compõe a fortaleza dos recursos internos do ser humano e, com
certeza, quando patrões ou governistas objetivarem transformar
promessas em treinamento, teremos mais habilidades e capacidades para
obtermos os
resultados almejados por nós
mesmos e pela sociedade. E para resolver problemas reais indo além
do que, até agora, se resumiu a discursos e promessas.
Cássio L. Corazzari é consultor de empresas e trainer
em Neurolinguística. |
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