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Evitar um erro fatal. Esta pode ser
considerada a meta que norteará o curso de Negociação Estratégica a ser
aplicado pelo psicólogo Fernando Dalgalarrondo a oficiais e comandantes da
Polícia Militar da região de Campinas. Como revela o psicólogo, as
linhas gerais do curso - já oferecido a cerca de 400 profissionais
(principalmente empresários e médicos) de Campinas - serão adaptadas ao
desenvolvimento de conceitos neurolinguísticos a partir da recriação de
situações críticas presentes no cotidiano policial. "São quadros
imprevisíveis e bastante variáveis. O policial, nestas circunstâncias,
precisa fazer uma leitura da comunicação não verbal, dos gestos, dos
sinais, para saber quando o bandido, no caso, está cedendo", explica
Dalgalarrondo. Ele destaca que, neste tipo de |
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ação, manter a calma é fator determinante
para os resultados da ação dos policiais. Se ficar nervoso, o oficial
pode fazer uma leitura equivocada da linguagem emitida por seu opositor,
pondo, assim, tudo a perder. "A tendência natural do homem em momentos
que envolvem uma tensão muito grande, de risco iminente, é mesmo ficar
nervoso, agir impulsivamente. A inteligência emocional, a psicologia,
atuam justamente no sentido de controlar isso", define o
psicólogo. Para o coronel Elzio Nagalli, o teinamento vai aperfeiçoar o
trabalho dos policiais. CONCEITOS A Programação Neurolinguística,
ponto chave do curso a ser ministrado à PM, surgiu na década de 70 e
emprega, basicamente, o conhecimento sobre os mecanismos que que regem os
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processos cerebrais a partir da recepção e
transmissão de informações. Em resumo: agir, reagir e controlar esta
reação para atingir um propósito estabelecido. "Esta é a base de uma
técnica de negociação policial em situações críticas, com vítimas
potênciais", relaciona o psicólogo. Em referência ao episódio da morte
da refém após o sequestro de um ônibus, no Rio de Janeiro, em junho,
Dalgalarrondo confirma que houve falta de uma leitura mais aprimorada do
comporta-mento do sequestrador por parteda Polícia. "Mas é fácil falar de
uma situação que já aconteceu. Devemos, sim, aprender com ela. Se os
policiais envolvidos tivessem transmitido mais tranquilidade, poderia ter
sido diferente", diz (Francisco Belda). |
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