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Practitioner: mudando (e salvando) vidas

Curso que dá acesso a ferramentas de Programação Neurolingüística tem procura crescente e já foi usado por seus participantes até para demover adolescente de pensamentos suicidas

As escolas públicas brasileiras desenvolvem um projeto de inclusão social que faz com que alunos portadores de deficiência estudem em salas com as demais crianças. Foi por meio desta iniciativa que Bete Giúzio, professora de Ensino Médio de um colégio em Cosmópolis, interior de São Paulo, conheceu uma de suas alunas, Marcela, que é portadora de síndrome de down. E foi graças à Programação Neurolingüística que as duas se aproximaram a ponto da professora salvar Zoraide, mãe de Marcela, de uma depressão. Também usando PNL, Bete ajudou uma adolescente de 14 anos a não pensar mais em cometer suicídio. Para isso, utilizou uma simples história (que continha metáforas e conceitos de Programação Neurolingüística) em uma atividade na qual a professora adaptou o alinhamento neurológico aprendido no curso de Practitioner.

“Como professora, a PNL me abriu um espaço para confiar e ter atitudes na escola, na sala e com os alunos. Fez com que o aluno confiasse em mim e eu confiasse em minha postura”, conta Bete. “As aulas dela são diferentes. Eu antes achava que as coisas davam errado ou certo. Com uma simples frase em que ela dizia que a vida não nos traz problemas e sim oportunidades, eu passei a não pensar mais em me matar”, conta Ana*.

Jorge Guttemberg Splettstoser, reconhecido médico homeopata de São João da Boa Vista, interior de São Paulo, e Poços de Caldas (MG), é outra pessoa cujo curso de Practitioner mudou a vida. Ele aplicou as técnicas aprendidas no curso, que fez em 1997, em um jogador de tênis, seu paciente, que sempre perdia em jogos decisivos. Após realizarem três exercícios de Practitioner, o jogador ganhou o campeonato que disputava. “O Practitioner trouxe grandes benefícios na minha profissão. Em primeiro lugar para entender melhor os meus pacientes. Depois porque eu consigo trabalhar hoje até com os conflitos, traumas, medos e dificuldades deles. Eles passam a vencer as suas limitações”, diz Splettstoser.

Já para Carla Tambellini, empresária e consultora de empresas em Jaboticabal, interior de São Paulo, as técnicas de Practitioner levaram à solução de problemas e a seguir em direção de resultados. Ela, que aplicava cursos de expressão verbal, sentia-se perdida ao ver que seus alunos choravam durante as aulas. “Aprendi a lidar com as emoções das pessoas, uma vez que eu aprendi a lidar com as minhas próprias. O Practitioner me ajudou a ser menos agressiva e aprendi a trabalhar a flexibilidade, a respeitar o limite de cada um. Eu mudei como ser humano”, relata a empresária.
Estas são apenas três pessoas que tiveram suas histórias modificadas e que ajudaram a mudar a de outros por aplicar técnicas de um treinamento pelo qual já passaram mais de 600 pessoas em cinco anos. O Practitioner é um curso de formação em Programação Neurolingüística, da Actius Consultoria, que dá ao treinando acesso às principais ferramentas básicas da PNL: estratégia de liderança, de criatividade e de mudança comportamental. Um dos principais benefícios é a acuidade sensorial, ou seja, o refinamento dos sentidos e da percepção das pessoas. Através das técnicas, o treinando consegue ampliar a capacidade de percepção do meio, de como as pessoas funcionam e de como o sistema as influencia.

“O objetivo é a melhora de vida pessoal e profissional. Ambas as coisas estão atreladas. Então o que nós percebemos é que a PNL traz para a pessoa uma excelência maior como ser humano, pois a partir de momento em que se entende melhor o outro, se entende o meio em que você vive e, assim, economiza-se energia, conseguindo seguir em frente na busca de seus resultados”, conta Gisele Campos, consultora e coordenadora da Actius.

Um dos fatos interessantes revelados pelo estudo de qualidade realizado em outubro e novembro do ano passado na Actius, pelo Instituto de Pesquisa Pró-Exitus, é que os treinandos em Practitioner costumam indicar para outras pessoas o curso e continuar seus estudos em Programação Neurolingüística. “Creio que isso é devido à competência inconsciente que o curso traz, ou seja, o que é aprendido fica incorporado na pessoa e as ferramentas deixam de ser ferramentas e se tornam habilidades. Assim a PNL passa a estar presente no dia-a-dia, nas práticas profissionais e pessoais”, completa Gisele.

Ainda de acordo com a mesma pesquisa, em quatro anos o número de alunos da Actius cresceu em 80%. “O aumento de procura pela PNL e a desmistificação do tema são devido à informação e a centros de treinamentos que levam a programação neurolingüística de maneira séria. Ensinam as ferramentas da PNL de maneira prática e não de forma utópica”, revela Rita Buratto Mendes, também consultora e coordenadora da Actius.

As técnicas

Em um curso de Practitioner são apresentados aos treinandos cerca de 30 técnicas inseridas no conteúdo programático. Dentre elas destacam-se o Rapport (método que tem como objetivo estabelecer um clima de confiança com o interlocutor, através de técnicas de espelhamento e acompanhamento); o Meta Modelo de Linguagem (conjunto de perguntas que lhe permite reunir informações que especifiquem a experiência de alguém, a fim de conseguir uma melhor representação daquela experiência); e a Âncora, que pode ser qualquer estímulo recebido por algum dos cinco sentidos ou a combinação deles (os fundadores da PNL, Grinder e Bandler, definem ancoragem como a tendência de qualquer elemento de uma experiência trazer de volta toda a experiência. Por exemplo, uma pessoa está ouvindo uma música e bate o carro. Todas as vezes que ouvir a mesma música, se lembrará da batida).

“No dia a dia, todas as técnicas aprendidas são utilizadas, rapport e âncoras, principalmente. Eu uso muito a linguagem hipnótica, principalmente para lidar com conflito”, conta a empresária Carla Tambellini. Um dos trabalhos desenvolvidos por ela na prefeitura de Jaboticabal é na área de relacionamento interpessoal. Carla treina a sociabilização e ensina o respeito pelo cidadão a pintores, eletricistas e outros profissionais que cuidam da infra-estrutura da cidade.

“Em geral são pessoas desmotivadas, por se considerarem desqualificadas. Mas o trabalho delas é super importante para o bom funcionamento da cidade e quando vou trabalhar com elas, tenho que entrar na sintonia delas pra poder puxá-las para cima e para conseguir desenvolver um bom relacionamento entre elas e entre os outros cidadãos”, diz a empresária. “Muitas vezes nem percebo que estou aplicando as técnicas, pois as incorporei”, finaliza.