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 A SUCESSORA DE ERICKSON

Em entrevista exclusiva à Interactius, a filha do criador da hipnose ericksoniana fala um pouco sobre suas experiências e sobre o Brasil

A região de Campinas irá receber em outubro, mais uma vez, a visita de Stephen Paul Adler, fundador dos Institutos de Hipnose de Nova York e do México e um dos mais renomados hipnólogos do mundo. Desta vez, no entanto, Adler (que esteve no Brasil em maio do ano passado) vem muito bem acompanhado. Junto com ele estará Betty Alice Erickson, filha do criador do conceito de Hipnoterapia Ericksoniana, Milton Erickson.
Betty, que já morou no Brasil por 14 meses, volta agora para dar o curso Formação em Hipnose Ericksoniana junto com Adler. Mãe de três filhos - dois garotos e uma menina - ela é pós-graduada em psicoterapia e terapia matrimonial e familiar, área na qual trabalha há 17 anos. Enquanto se prepara para visitar nosso país, Betty, que abrirá o curso no dia 15 de outubro, respondeu às perguntas da Interactius.

Interactius: Como foi o seu primeiro contato com a hipnose ?
BA:
Eu convivi com a hipnose durante toda a minha vida, apesar de não ter reparado nisso em determinadas ocasiões, quando era criança. Hoje, sabendo o que sei sobre hipnose, vejo que meu pai usava as técnicas de comunicação de hipnose comigo e minha família de muitas maneiras, que então eu não identificava. Minha primeira experiência formal, no entanto, foi quando eu tinha 10 ou 11 anos e meu pai me usou como subjugada em seu consultório para um estudante. Que eu me lembre, o estudante, na verdade, foi a primeira pessoa que me colocou em um transe hipnótico formal.

Como seu pai influenciou você nesta área? Você aprendeu tudo o que você sabe com ele?
Levaria muitas e muitas páginas para discutirmos o quanto meu pai me influenciou na hipnose. Eu realmente cresci com isso. Eu gosto, então ele me usava com muitos de seus estudantes e pacientes para propósitos de demonstrações. Eu era uma subjugada de demonstração para seminaristas de hipnose, que mais tarde se transformariam na Sociedade Americana de Hipnose Clínica e eu fui uma subjugada de demonstração para eles por muitos anos. Eu acredito que todo transe ensina alguma coisa. Então, eu aprendia de todos. Papai foi quem mais me influenciou.

Em sua opinião, como a hipnose se encaixa no mundo de hoje e quais são as aplicações mais importantes?
Ela torna a psicoterapia mais rápida e efetiva. É uma excelente ferramenta médica e odontológica também. As técnicas de comunicação que envolvem a hipnose são muito úteis em todos os lugares e para todo mundo.

Você acha que exibir a hipnose, com truques, da maneira em que a TV e os filmes adoram mostrar, ajuda a divulgar a hipnose pelo mundo ou apenas distorce o que realmente é?

Eu acho que quando age desta forma a mídia distorce enorme e terrivelmente a hipnose. A maioria destes filmes e programas exibe eventos de hipnose que não mostram respeito pelo subjugado. É um desserviço terrível e faz com que muitas pessoas tenham medo, pois elas pensam que toda hipnose é desta maneira desrespeitosa com o subjugado. Eles (os programas) também mostram muitas coisas que, enquanto possíveis em um transe, não serão de forma alguma prestativas para a pessoa.

Nos conte os pontos principais do curso que você estará lecionando aqui.
Infelizmente, vou ter que fazer mistério. É que eu terei que discutir isto com o Dr. Adler. Nós já trabalhamos juntos antes e aí no Brasil eu estarei complementando o trabalho dele.

Tendo morado aqui, o que você sabe sobre o Brasil e sobre os brasileiros?
Eu estive no Brasil muitas vezes, ensinando, e também vivi em Brasília por 14 meses com a minha família. Meus filhos, que eram adolescentes, deram uma olhada nas lindas meninas brasileiras e devotaram uma energia enorme para aprender a falar português fluentemente. Já eu fui uma aprendiz mais lenta. Eu amo o Brasil e respeito e amo muito o povo brasileiro.