REPROGRAMANDO O DESEJO
Emotologia
trabalha estruturas humanas que geram comportamento
Pensando
em como o novo regime irá lhe garantir um corpo perfeito
para o Verão, a jovem secretária entra no restaurante
disposta a colocar em prática todas as técnicas
e regras que lhe foram ensinadas para comer de maneira saudável
e sem exageros. No entanto, ao se deparar com o buffet, a
moça vê uma quantidade enorme de alimentos altamente
calóricos e absurdamente deliciosos que a deixam com
água na boca. Rapidamente, ela examina suas opções:
1) deixar de lado o regime e a alimentação saudável
“só por hoje” e deliciar-se com as guloseimas;
2) resistir bravamente e comer apenas saladinhas e alimentos
saudáveis, entrando em conflito com seus desejos e
ficando estressada e de mau-humor pelo resto do dia.
O que a moça não sabe é que há
uma outra opção: usar os conceitos da Emotologia.
Por meio deste conjunto de conhecimentos, ela poderia ter
se reprogramado para simplesmente não sentir o desejo
de comer aquelas comidas de alto teor calórico, de
forma que não haveria conflito algum: ela simplesmente
desejaria uma alimentação saudável.
“Uma coisa é usar recursos para conscientemente
atingir um objetivo. Neste caso, a moça deste exemplo
iria olhar para o buffet e brigar com seu desejo. Mas se ela
usasse os conceitos da Emotologia para programar o que chamamos
de sistema de autopreservação e preservação
da espécie (Sape), ela simplesmente passaria a ter
desejo de comer coisas saudáveis”, diz Gilberto
de Souza, diretor de desenvolvimento da Cidade do Cérebro,
entidade especializada no ensino da Emotologia.
Souza, que também é master e trainer em PNL,
conta que a Emotologia é um conjunto de conhecimentos
científicos organizados com o objetivo de mobilizar
as potencialidades humanas como elemento de auto-realização,
e que pode ser utilizada em diversas áreas onde há
interação humana. “Na educação,
por exemplo, ela vem sendo aplicada há cerca de 30
anos. Já eu, pessoalmente, estou aplicando os conceitos
da Emotologia dentro das empresas há cinco anos, com
resultados excelentes. Mas é possível aplicá-la
em diversos outros setores.”
HISTÓRIA
- A Emotologia começou a ser estudada em 1964 pelo
professor Luiz Machado, Ph.D., da Universidade do Estado do
Rio de Janeiro (UERJ), que foi convidado para realizar estudos
e pesquisas na Universidade de Columbia, em Nova York. Ali,
começou a aprofundar seus estudos sobre inteligência
e criatividade.
À medida que seus trabalhos foram se desenvolvendo,
tornou-se necessário ao pesquisador estudar o cérebro
humano. Até então, o professor seguia a tendência
predominante no meio científico naquele momento, de
explicar os fenômenos da mente com base exclusivamente
na lógica aristotélica.
Mas, na trajetória de observação, identificação,
pesquisa e explicação de determinadas categorias
de fenômenos, chegou à conclusão que havia
estruturas mais responsáveis pelas emoções,
as quais são abrangidas pela expressão sistema
límbico.
Em um congresso realizado na Suécia, o professor apresentou
a tese de que a inteligência depende mais do sistema
límbico que do intelecto, pois até então
era admitido nos meios científicos que a inteligência
era explicada unicamente pelo intelecto, considerando a inteligência
como função do organismo para a preservação
da espécie. Assim, estabeleceu o silogismo: como o
sistema límbico é o mais responsável
pela preservação da espécie e a inteligência
é uma função do organismo com esse objetivo,
logo, as estruturas que o compõem são as mais
responsáveis pela inteligência.
“Tendo identificado o sistema límbico funcionando
em íntima conexão com o sistema glandular endócrino
como o conjunto mais responsável pela preservação
da espécie, o professor Luiz Machado cunhou o acrônimo
Sape com a primeira letra de cada palavra de sistema de autopreservação
e preservação da espécie. Somente as
informações que penetram ali são capazes
de provocar mudanças de comportamento e os comportamentos
adaptativos representam os atos de inteligência”,
diz Souza.
A Emotologia objetiva justamente modificar e “reprogramar”
estas estruturas. “Para chegar a seus estudos e conclusões,
a Emotologia utiliza-se e descobertas de diversas outras ciências,
desde a genética até a física quântica”,
diz Souza.
Um programa de formação em Emotologia dura no
mínimo sete dias. Há, porém, seminários
e palestras de Emotologia aplicada a situações
e necessidades específicas, que têm duração
mais curta - há seminários de oito horas ou
palestras de uma hora e meia, por exemplo.
Mais informações sobre Emotologia e cursos aplicados
a ela podem ser obtidas no site www.cidadedocerebro.com.br.
|