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Doente? A PNL é a cura

Médico homeopata diz que maioria das mazelas é causada pela mente e, portanto, pode ser desprogramada

No mundo moderno, a maioria das enfermidades que acometem o corpo é tratada com remédios. Mesmo um simples resfriado, segundo muitos médicos, deve ser resolvido com um comprimido. O médico homeopata Cid Paroni Filho, porém, não está entre eles. Paroni Filho, que começou a estudar Programação Neurolingüística (PNL) em 1993, afirma antes de medicar, é preciso saber como está a situação emocional do paciente. “A maioria das doenças contraídas pelos seres humanos têm origem na mente, e a utilização da PNL pode ser a chave para se conseguir a cura”, diz.

Isso porque, de acordo com estudos e fatos constatados pelo homeoapata em sua prática diária, a mente (ou pensamento inconsciente) é responsável direta pela criação de diversas doenças. “A mente humana cria uma doença com a função de alertar e dar um aviso ao pensamento consciente de que, de alguma forma, estamos desrespeitando e prejudicando o nosso próprio organismo”, explica.

Ainda segundo o homeopata, seja qual for o problema de saúde, ele tem a ver com uma situação de dificuldade, insegurança ou medo vivido pelo indivíduo. A situação se agrava com o que ele chama de “pílulas douradas” ou “pílulas da felicidade”, que são os antidepressivos e remédios para tratar a ansiedade. “Observo muita gente que vive ‘engessada’ emocionalmente como se estivesse quimicamente estacionada num estado de ‘paz interior’. ‘Enfrentam’ os problemas cotidianos de uma maneira muitas vezes excessivamente calma, como se aquilo que vivem fosse de mentira ou de brincadeira”, afirma o médico, que é autor de um livro sobre este assunto, intitulado Você é o Remédio.


O senhor afirma que a maior parte das doenças são causadas por problemas emocionais. Como o senhor classifica o que é ou não é emocional?
Quando há um processo viral, você automaticamente enfrenta um agente invasor, e para enfrentá-lo, você traz seus anticorpos. Conforme se vive e a qualidade de vida emocional que se tem, a quantidade de anticorpos do qual uma pessoa dispõe para enfrentar esse agente invasor vai ser diferente. Num sistema fechado onde convivem várias pessoas, seja numa faculdade, seja numa pré-escola, num ambiente de trabalho, um dos membros do sistema traz uma cepa de vírus, e ele contamina as pessoas do seu sistema. Algumas dessas pessoas vão automaticamente combater o vírus e vão ter uma ligeira coriza, uma leve indisposição. Outras vão desencadear um quadro de intensidade média, com dores no corpo, picos de febre, e um terceiro grupo, que é aquele em que as pessoas estão mais estressadas, desgastadas, que estão mais sobrecarregadas, vão aproveitar a presença desse vírus e vão ter uma justificativa para um descanso, e então elas vão permitir por combater o agente invasor, a pessoa vai formar um quadro intenso de febre, de indisposição, e ele vai ficar acalmado durante dias, tendo a justificativa que ele precisa para ficar de repouso. Os vírus têm maior e menor grau de potência, mas o ser humano tem muito do comando. Com as crianças, por exemplo, quando se imagina um ambiente onde os pais vivem em desarmonia, uma criança pode desenvolver dor de ouvido de repetição, e nesses locais existe discussão entre pai e mãe. É dolorido para a criança ouvir pai e mãe discutindo. O órgão de choque dela se transforma no ouvido.

Dos pacientes que procuram o senhor, qual a porcentagem que possui enfermidades ligadas à emoção?
No início, tínhamos três ou quatro doenças para as quais a medicina oficial admitia a existência de um comportamento emocional. Hoje esse número já passa de 150 doenças comprovadas, e aumenta com o passar do tempo. Comigo, o número de pessoas é próximo de 100%, são cerca de 97%.

De que forma o senhor trabalha com seus pacientes para saber se há ou não uma doença emocional?
Eu traço um perfil emocional da pessoa, com precisão. Para isso, utilizo a nosografia (que é a ciência que tenta traduzir e possibilitar nossa compreensão sobre as causas, a patogênese e sobre a natureza da doença), que comprova o que acontece emocionalmente antes de se ter uma doença. Hoje há muita literatura mostrando quais são os sintomas emocionais e que vêm antes de desencadear uma doença. A partir do momento em que identifico a emoção que está em jogo, que está gerando a doença, eu aplico uma vivência de PNL.

De que maneira o senhor utiliza a PNL?
Eu aplico os conceitos e técnicas de um autor americano chamado Tony Humphreys. Ele é um terapeuta americano que afirma que 85% a 90% da população adulta dos EUA necessita de algum tipo de acompanhamento emocional. Ele deu esse depoimento antes de 11 de setembro, porque depois da data esse número aumentou para 95% ou mais. Isso se transfere para todos os países, tanto para a América do Sul, quanto da Europa, para o mundo todo, porque o acompanhamento emocional é a chave para se viver bem.

Qual a sua postura frente a pacientes e usuários de remédios alopáticos?
Algumas pessoas já vem tomando remédios ansiolíticos (contra ansiedade) e antidepressivos. E para livrar a pessoa desse medicamento, você tem que fazer isso gradativamente, ir aos poucos diminuindo a medicação, substituindo às vezes por fitoterápicos, medicamentos que têm função semelhante, mas que são feitos de plantas medicinais. Eu prescrevo homeopatia, floral e às vezes fitoterápicos. A prescrição de alopatia é uma prescrição que fica fora dos hábitos da rotina do meu dia-a-dia. Isso é como eu trabalho. Se eu disser que nunca prescrevi outro medicamento é mentira, mas a quantidade é insignificante.

A PNL mudou sua vida?
Quando eu conheci a PNL, os problemas do mundo estavam fora do meu alcance. Os problemas vinham dos governantes, dos familiares, das pessoas do convívio do trabalho, do convívio social... Quando fui para a PNL, eu comecei a aprender a fazer autotransformação e pude me reprogramar, fiz uma reeducação emocional. E por meio dessa reprogramação e dessa reeducação eu encontrei muito mais paz e alegria.