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Em
busca da feminilidade perdida
PNL
torna-se aliada da mulher moderna na reconquista da auto-estima
e da sexualidade
Antigamente
as mulheres eram criadas e educadas para cuidarem da casa,
dos filhos, do marido e às vezes até dos próprios
pais. Com as mudanças iniciadas pelo feminismo nos
anos 1970 e, em especial, a partir da década de 1990,
elas também passaram a ser orientadas a cuidarem da
carreira e a serem independentes. Com tudo isso, as mulheres
encaram papéis variados no âmbito pessoal e profissional
e acabam por deixar de lado a si mesmas, o que acarreta em
sentimentos de falta de auto-estima, frustração,
ansiedade, piora nos relacionamentos, depressão e queda
no rendimento do trabalho, entre outras.
A luta da mulher atual passou a ser, então, a de voltar
a olhar para si mesma e resgatar a sua feminilidade, que está
diretamente ligada ao autoconhecimento, à auto-estima
e à sexualidade. Recentemente, o sexo feminino ganhou
uma aliada nesta batalha diária: a Programação
Neurolinguística.
Segundo a terapeuta comportamental e practitioner em PNL Lucimara
Reckia Pinheiro, a PNL possui ferramentas que são indispensáveis
na recuperação da auto-estima, na quebra de
padrões, crenças e tabus que a maioria das mulheres
ainda possui. “A mulher precisa rever e desmistificar
conceitos pessoais, talvez com carga moral e afetiva e, nesse
ponto, a ressignificação promovida pela PNL
é imprescindível”, diz a terapeuta. “A
sexualidade não é apenas genitália ou
o ato sexual. A educação sexual não deve
limitar-se à dimensão biológica, mas
sim abordar os aspectos bio-psico-sociais integrados, esclarecendo
que a assertividade do aprender a usar o corpo e a dizer sim
ou não está muito distante do ser repressivo”,
revela a terapeuta.
Lucimara explica que a busca pelo auto-conhecimento está
ligada diretamente à feminilidade e a sexualidade.
“A sexualidade não é o sexo apenas e sim
tudo o que o envolve: a afetividade, a auto-estima, a emoção,
a entrega, a parceria, o auto-conhecimento.”
A sexualidade e tudo o que a envolve está diretamente
ligada a outros setores da vida.
“Quando não temos uma boa vida sexual é
claro que de alguma forma tudo é afetado. É
claro que algumas pessoas são mais afetadas e outras
menos, mas o que quero ressaltar é que a sexualidade
é importante em nossa vida e não é só
sexo! Pois a sexualidade também engloba nossa afetividade
conosco mesmas!”, diz a sexóloga e psicoterapeuta
Carmen Jansen.
Ela explica que uma das maiores dificuldades da mulher é
não saber lidar com a própria sexualidade por
ter medo ou, até mesmo, por ter um conceito errado
sobre o tema. “As pessoas confundem sensualidade e sexualidade
com erotismo e pornografia”, diz. “A sexualidade
não tem nada a ver com o corpo e nem com a idade. Tem
a ver com você se sentir feminina, com as suas atitudes
diante da vida, com a forma como você se vê, se
olha no espelho e gosta de você. Ter autoconfiança.”.
Para Carmen, a PNL enxerga a sexualidade de forma natural
e, por esta razão, a sexóloga a utiliza juntamente
com uma base de psicanálise e estudos modernos da psicologia,
em seus cursos sobre o tema. “Eu utilizo as ferramentas
da PNL para mudança de crenças, mudança
de padrões e ressignificação, procurando
transformar uma crença limitadora de uma pessoa que
acha que não pode, que não é sensual
em uma crença facilitadora, para que ela resgate o
auto-conhecimento e viva com alegria, como uma pessoa capaz.
Fazemos exercícios mentais e corporais que ampliam
a percepção da pessoa sobre ela mesma. A PNL
é uma ferramenta poderosíssima para o desenvolvimento
da auto-estima”, diz Jansen.
Para Lucimara Pinheiro, ao tratar de problemas referentes
à sexualidade, a mulher altera a auto-estima e passa
a tomar controle de suas emoções, como medos,
ansiedades, traumas e auto-imagem. “Nesse ponto, podemos
observar diariamente, o quanto melhoramos nossas vidas quando
melhoramos e tomamos consciência da nossa sexualidade,
pois é um aspecto de vital importância para quem
se preocupa com qualidade de vida e busca sempre uma boa saúde
e o bem-estar físico, psíquico e social em sua
plenitude”, diz a terapeuta. Segundo ela, a partir do
momento em que a mulher incorpora em seu dia-a-dia estes novos
aprendizados, aprimora seu poder de sedução,
feminilidade e conquista. “Ela passa a acreditar cada
vez mais que a sexualidade não é apenas um instrumento
de reprodução, mas também, de puro e
merecido prazer! Isto traz a alegria de volta à vida
da mulher”, complementa.
Sensualidade, PNL e a terceira idade
O
resgate da feminilidade e da sexualidade não está
restrito a mulheres jovens. Carmen Jansen dá palestras
exclusivas de sensualidade para o público da terceira
idade. “Já tive pessoas com mais de 70 anos em
meus cursos”, conta. Segundo a sexóloga, a sexualidade
não se limita à determinada idade. “Não
existe nenhuma pesquisa científica que diz que depois
dos 50 anos a sexualidade morre”, diz.
Para Carmem, quando se fala em sexualidade e em sexo, vêm
à cabeça pessoas de 30, 35 anos, no limite dos
40 anos. Muitas vezes isso se deve às crenças
limitadoras. “As pessoas ainda acham que sensualidade
tem a ver com os padrões de beleza que a mídia
nos impõe e estes padrões não têm
absolutamente nada a ver com a realidade. A sensualidade tem
a ver com o sentir, com a feminilidade, com a forma como essa
pessoa se vê. E é muito importante quando se
fala no resgate da feminilidade que as pessoas não
se prendam a esses padrões”, diz a sexóloga.
“Quando se fala em sexo, muitos não pensam nas
pessoas idosas, mas os idosos também tem desejos. O
que muda é a freqüência e, de certa forma,
muda até para melhor, porque a afetividade aumenta”,
completa. |